0012017

Variações na Cota Previdencial – INFORMATIVO N° 001/2017

INFORMATIVO 001/2017

VARIAÇÕES NA COTA PREVIDENCIAL

A Funterra possuía em seu portfólio 704.556 Títulos da Dívida Agrária (TDA), emitidos pelo Tesouro Nacional e adquiridos em 2010/11, com as seguintes características: a) destinam-se a pagar desapropriações para efeito de reforma agrária; b) apresentam baixa liquidez, dificultando a formação de preço; c) não são transacionados em bolsa; d) são transacionados com deságio principalmente por não existir um mercado organizado para negócios com os TDA.

Dadas as características do título e a necessidade de rentabilizar o patrimônio dos participantes, a Funterra intensificou o acompanhamento do mercado e desenvolveu uma metodologia de precificação dos títulos e, junto, uma estratégia de venda dos TDA e compra de NTN-B, título também emitido pelo Tesouro Nacional.

Na realidade, buscava-se com a troca maior liquidez e rentabilidade, pois as NTN-B são títulos mais líquidos e com maior taxa de juros, propiciando maior rentabilidade no médio e longo prazos, porém essa troca apresentava expectativa de perda no presente, dadas as características dos títulos. Assim, foi efetivada a venda dos TDA e a consequente compra das NTN-B. Embora o resultado tenha sido melhor do que o modelo apontava (deságio de apenas 0,94%), não foi suficiente para efetivar a troca com lucro, consideradas as diferenças entre os dois títulos, seja pela magnitude das taxas de juros de cada um, do tamanho do mercado, prazos e, fundamentalmente, dos indexadores. Por exemplo, os TDA são indexados pela TR que tem apresentado taxas de variação bastante inferiores ao IPCA que é o indicador das NTNB.

Apesar da variação negativa da cota em novembro e, considerando que a Funterra vem despendendo esforços significativos, desde meados de 2015, para recuperar valores provisionados como perdas, tivemos a oportunidade de receber o valor de um título que estava nessa situação e, com a recuperação desse crédito em dezembro, no valor aproximado de R$ 2 milhões, aliado ao rendimento dos demais investimentos, espera-se que a variação da cota seja positiva, de forma a remunerar adequadamente o capital dos participantes que fizeram sua escolha pela previdência complementar que, com boa gestão nos investimentos e parcimônia nas despesas permitem superar, em muito, os investimentos feitos de forma autônoma.